Estou sinceramente assustada com tanto misticismo dentro da Igreja Cristã, tanto sincretismo religioso. É pensamento positivo de um lado, uso de amuletos de outro, rituais de passagem pelo sal grosso, uso e estímulo da bíblia como talismã, não faltam "criatividade". Ah, e claro, não podemos nos esquecer do pregador da palavra que é considerado por muitos como um xamã, um sacerdote que entra em transe durante os rituais, manifestando poderes sobrenaturais e invocando espíritos. O pastor torna-se mais influente do que o próprio Espírito Santo, tomando decisões importantes na vida dos irmãos.
Nós brincamos, mas a coisa é séria! O gnosticismo tem achado mais espaço na Igreja do a palavra de Deus. Gnosticismo vem do grego gnosis, que significa “conhecimento”. Os gnosticos criam possuir a verdadeira fórmula da salvação, o “conhecimento místico”, que Cristo teria transmitido secretamente aos discípulos e que apenas um grupo seleto de “iniciados” poderia atingir.
Como as pessoas estão sempre em busca de algo novo, algum orador eloqüente e inteligente, lugares onde há especulações proféticas, testemunhos que fortemente mexem com suas emoções. Em pouco tempo enveredam pelo caminho do misticismo ou paganismo. Dessa forma, buscam experiências mirabolantes com Deus, não entendendo que o nosso relacionamento com Deus deve estar alicerçado sobre a rocha que é Cristo e não nas areias movediças de nossa experiência, esforço, zelo, devoção, entrega. O evangelho de experiências tem vida curta e como resultado temos hoje um grande número de pessoas frustradas por não alcançarem seus objetivos e por crerem ter sido enganadas por Deus, quando na verdade Deus nunca prometeu-lhes nada.
Busquemos então o verdadeiro evangelho, aquele que tem como príncipio o sacrifício salvador de Jesus. Nesse evangelho encontraremos o verdadeiro sentido das nossas vidas, no amor e na graça de Deus. Amor que nos constrange e nos possibilita a uma vida restaurada. Vivendo como o Homem foi criado por Deus para viver...
Estava cansada da minha “vidinha” de todo o dia. Enquanto catava o cocó do meu cãozinho, pensava em fazer alguma coisa grande. Mas tinha que ser uma atitude que ficasse para a história da humanidade, algo louvável, que trouxesse benefícios para o próximo. Procurei então inspiração...
Pensei em Santo Agostinho. Ele foi um monge filósofo que renunciou ao mundo, ao matrimônio e aos seus bens. Agostinho vendeu todos os seus haveres para distribuir o dinheiro entre os mais necessitados e considerava o celibato superior ao matrimônio, por isso optou pela castidade. Mostrou que, sem a fé, a razão não é capaz de levar à felicidade. Um de seus pensamentos é: “A medida do amor é amar sem limite”.
Achei muito difícil! Bens eu nem tenho para vender e, além do mais, sou doida para casar.
Pensei então em Hudson Taylor. Esse sim foi um grande homem que deixou sua marca na humanidade. Aos cinco anos já queria ser missionário na China. Aos 17 anos começou a estudar o mandarim, medicina e teologia para estar preparado para o campo que iria trabalhar. Foi muito novo, com apenas 21 anos, que H. Taylor foi para a China pregar o evangelho. Um de seus pensamentos foi “A obra de Deus começa difícil, torna-se impossível e então é feita.".
Achei mais difícil ainda. A China é muito longe, parece um formigueiro e eu não tenho apetite para escorpião frito. Sofro pra aprender o inglês, imagine o mandarim. Além disso, já passei dos 21, não tenho curso de teologia e nem de medicina.
Depois de procurar inspiração, desanimei! Desisti de fazer algo grandioso. Isso é só para pessoas grandiosas, não para mim, uma simples mortal.
Voltei então para minha “vidinha”, continuei catando o coco do meu cãozinho. Até que tocou a campainha. Era apenas um velho necessitando da minha atenção. Mas eu estava tão ocupada recolhendo cocó!
Em excelente idéia, Humberto Werneck organizou nesse livro 42 crônicas de diferentes autores. Entre eles Rubem Braga, Drummond e Manuel Bandeira. De fácil leitura, as crônicas são como um bate papo na esquina, fazem parte do nosso dia-a-dia.
Aprendizagem Contextualizada: discurso e inclusão na sala de aula
0 comentários Postado por Tatita às 18:13Escrito por Maria Lúcia Castanheira, Doutora em Filosofia pela Universidade da Califórnia e professora da Faculdade de Educação da UFMG. Esse é o resultado editado de seu trabalho de pesquisa em uma turma bilíngue e multicultural de uma escola pública da Califórnia. Excelente leitura para educadores, licenciandos e pesquisadores na área de educação. Através de uma abordagem etnográfica interacional, Castanheira observa a sala de aula como cultura, analisando as interações que ali se estabelecem, as possibilidades de aprendizagem e as oportunidades para inclusão.
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